Como o E-commerce Está Avançando no Mercado da Moda
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As plataformas de e-commerce se tornaram cada vez mais presentes na experiência de compra de consumidores, impactando o mercado de moda. Entenda esse fenômeno neste artigo.

A digitalização dos nossos hábitos e comportamentos é um fenômeno que já se instaurou em nossas vidas. Estamos a todo o tempo conectados, com o celular na mão, buscando informações em sistemas de busca e em redes sociais e satisfazendo nossas vontades em pequenos instantes, alterando até mesmo a experiência do consumo, comprando itens através de plataformas de venda online.
Essas mudanças nos nossos hábitos de consumo vêm se tornando cada vez mais recorrentes, sendo quase impossível você já não ter comprado algo online ou conhecer alguém que comprou. Esse fenômeno pode ser considerado recente, mas existe desde o início desse século, quando as primeiras plataformas de venda online surgiram em meio a era do Web 1.0. Um dos primeiros setores a explorar o mundo do e-commerce foi o da moda.
Desde então, a venda de roupas, acessórios e calçados em plataformas online se tornou cada vez mais presente, mas o seu desempenho modificou durante essas duas décadas e meia. Se antes startups de e-commerce e plataformas de venda online lideravam a corrida, agora grandes big techs, como a Amazon, e as próprias marcas de moda estão desbancando essa posição, como a Billabong e a Quiksilver que, após decretar falência e fechar suas lojas nos EUA, apostou nas vendas online para se recuperar financeiramente.
O cenário incerto sobre o e-commerce e a transição do físico para o digital coloca à tona muitas questões e reflexões sobre o atual mercado de moda e como que os empresários, futuros criadores e, até mesmo, os fornecedores deverão se posicionar em meio a essas mudanças constantes. Além disso, lidar com o ambiente digital requer um know-how diferente dos ambientes físicos de lojas de varejo, principalmente por estar lidando com um mundo domado por algoritmos.
Por esses motivos, é sempre bom ficar atento às tendências do mercado e dos clientes e saber como que eles estão reagindo em meio à essa digitalização. Neste artigo, falaremos sobre como que o e-commerce avançou para dentro do mercado da moda e como a moda se adaptou para o e-commerce, discutindo seus impactos e mostrando como que será o futuro para os profissionais da área. Continue a leitura!
Como tudo começou: os primórdios do e-commerce
O ano 2000 foi um marco histórico que causou mudanças irreversíveis em nossos hábitos e em como nos comportamos, e não estamos falando sobre o bug do milênio!
Com os avanços da tecnologia e a primeira era da internet, a Web 1.0, muitos modelos de negócio digitais começaram a surgir durante essa época e se tornaram grandes pioneiros do modo como nos relacionamos com a tecnologia hoje em dia, mesmo que, durante aquela época, essas propostas não chamassem tanta a atenção de investidores e do público em geral.
E foi em uma dessas inovações que o modelo de e-commerce de moda foi criado. Em 2000, Natalie Massenet criou a plataforma de venda de itens de luxo online Net-a-Porter, sendo a pioneira em vendas no formato online e servindo de inspiração para muitas empresas que logo seguiriam o mesmo modelo de negócio. Já nessa época, o site conseguia calcular taxas de importação e realizar envio internacional, práticas que se tornaram essenciais para manter-se competitivo no mercado.
A partir disso, marcas de moda e outras startups do ramo começaram a surgir e aproveitar o momento de euforia do consumo digital: a canadense SSENSE começou seus serviços em 2003, a alemã Mytheresa em 2006 e a portuguesa Farfetch em 2007, conhecida como a principal plataforma no mercado eletrônico de luxo.
A onda das startups e das marcas próprias criando suas plataformas de venda online aproveitou das capacidades limitadas do Web 1.0 para se desenvolver e se expandir. Em uma era onde os algoritmos ainda não ditavam o consumo e a inteligência artificial nem era imaginada, as empresas não tiveram que enfrentar um mercado muito competitivo e não estavam pressionadas – ainda – a seguirem e se manterem atualizadas com as inovações tecnológicas.
A década de 2000 foi um período único para quem estava apostando nesse novo mercado, pois ainda não existia competição ou um volume alto de escolhas para os consumidores pela internet. Com o avanço da Amazon e o surgimento das redes sociais e dos algoritmos, tudo mudou.
Amazon, competitividade e volume de escolhas
A década de 2010 foi um período de transição para o formato antigo de utilização da internet para a digitalização completa do nosso dia a dia. Com as redes sociais cada vez mais presentes na vida das pessoas, aproveitou-se o momento para transformá-las também em marketplaces. A popularização de grandes plataformas de e-commerce, como a Amazon, Shopify e a de fast fashion Shein, também rompeu com o cenário de pequenos e médios empresários.
A gigante Amazon se tornou a principal plataforma de compras online no mundo todo, acostumando seus clientes com a experiência de uma compra rápida, segura e assegurando devoluções gratuitas. A experiência da Amazon mudou a forma com que os consumidores compram online, o que dificultou algumas empresas menores a acompanharem o ritmo.
As redes sociais aproveitaram da sua quantidade massiva de usuários para implantar recursos de venda online e perfis comerciais, o que gerou um volume muito maior de vendedores e de escolhas. Instagram, Pinterest, Tumblr, entre outras redes, estão deixando de ser apenas espaços interativos para virarem shoppings virtuais, através de seus sistemas de recomendação e personalização dos usuários.
Essas mudanças que, no futuro, dariam início à chamada “era dos algoritmos”, foram o suficiente para fazer com que as marcas investissem em seus modelos de negócio digitais e em operações direct-to-consumer, através de vendas online em sites próprios e em perfis de redes sociais. Tais práticas fizeram com que as plataformas que abrigavam diferentes marcas de luxo em e-commerce, como a Farfech, se enfraquecessem e passassem por situações financeiras críticas.
Devido às próprias grifes estarem gerenciando suas vendas online em seus sites próprios, houve uma perda de interesse do público e de empresários em anunciar e comprar produtos em sites de e-commerce de terceiros. Para outros artigos de moda em geral, a preferência é de comprar de vendedores nas próprias redes sociais, principalmente no Instagram, ou em suas próprias lojas online, predominou entre os consumidores.
Dados atuais, algoritmos e compliance
Com o boom do TikTok, a dominação mundial da Shein e Temu e o surgimento do Amazon Haul, a oferta de produtos baratos online nunca esteve tão grande quanto hoje, assim como a competição no mercado.
A situação do e-commerce atual é a de alta competição entre marcas de fast fashion nacionais X internacionais, pequenos e médios criadores e marcas vendendo seus produtos em sites próprios, estando todos os players sujeitos aos algoritmos que ditam se o produto será visto e bem recebido pelo público ou não.
O maior desafio para os vendedores na era dos algoritmos no e-commerce é o de fazer o seu produto ser descoberto em meio a uma vasta gama de opções disponíveis a poucos toques na tela do celular. Um dos grandes problemas é o abandono do carrinho de muitos clientes em meio a tantas opções que estão disponíveis, dificultando o processo de decisão de compra.
Existem muitas práticas que as empresas estão adotando para contornar esses problemas, uma delas sendo o uso de IA generativa para evitar com que os consumidores saiam da página e abandonem o carrinho, finalizando sua decisão de compra. Aqui, nos atentaremos a dicas de compliance que são fundamentais e não podem ser esquecidas na hora de vender produtos online.
Informações obrigatórias no e-commerce
Para vender ou distribuir produtos têxteis online via plataformas de e-commerce, é obrigatório, por Lei, que, na descrição do produto, sejam expostas as informações obrigatórias constadas na Portaria nº118 do INMETRO. Isso porque, no mesmo documento, é encontrado no Art. 5º, item III, a indicação de que:
“...os demais entes da cadeia produtiva e de fornecimento produtos têxteis, incluindo o comércio em estabelecimentos físicos ou virtuais, devem manter a integridade do produto, das suas informações obrigatórias, preservando o atendimento aos requisitos deste Regulamento”
É graças a essa menção no documento que as informações obrigatórias sobre os produtos têxteis em etiquetas físicas também são obrigatórias em espaços virtuais, e em caso de descumprimento da norma (ou seja, não dispor de suas informações), a empresa estará sujeita a penalidades. A descrição de um produto serve como a sua etiqueta digital, e é fundamental para os consumidores saberem sobre o que eles possivelmente irão comprar.
Por isso, a etiquetagem na internet também pode ajudar a se manter competitivo no mercado, ao evitar que a empresa/marca sofra penalidades e repercussão negativa, e mostrar que se importa com o bem-estar do consumidor.
Se você não sabe ainda como preencher uma etiqueta de um produto têxtil, não tem problema! Aqui, no nosso site, você encontra muitos conteúdos para você se especializar em etiquetas de composição e etiquetagem têxtil. Se você não sabe por onde começar, baixe o nossoGuia de Etiquetagem Têxtil, o material mais completo e atualizado para te ajudar a manter conformidade no seu negócio.
Aprofunde o seu conhecimento!

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