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Roupas sustentáveisFios recicladosColetores de resíduo têxtilVenda de usadosIncentivo à moda autoral

Dia Mundial do Consumidor: 5 Tendências de Consumo de Moda Consciente

17/03/2025
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  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Sustentabilidade

Para comemorar o Dia Mundial do Consumidor, o Etiqueta Certa separou algumas tendências da indústria que inspiram um consumo de moda mais consciente. Vem conferir!

O Dia Mundial do Consumidor é uma data celebrada no dia 15 de março para celebrar e refletir sobre os direitos do consumidor no mundo todo. Foi criada em 1962, quando o então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, fez um discurso tratando sobre a proteção e interesses dos consumidores.

O discurso causou tamanho impacto que, hoje em dia, é uma data celebrada no mundo todo. Muitas empresas aproveitaram para criar campanhas de marketing em torno do evento, realizando promoções e ofertas, o que estendeu o próprio “Dia do Consumidor” em “mês do consumidor”.

Alinhado ao pensamento sobre defesa dos direitos do consumidor, foi criado o Dia Mundial do Consumo Consciente, uma data que preza pelos mesmos valores da celebração original e que envolve, também, pautas de sustentabilidade, ESG, responsabilidade, ética, etc.

Pensando na celebração dessas duas datas, o Etiqueta Certa separou 5 tendências de consumo consciente dentro do mercado que estão reverberando no comportamento de consumidores de moda. Confira se você já adotou alguma em seus hábitos!

Roupas sustentáveis

Falar sobre roupas sustentáveis é tentar nomear uma série de padrões e processos dentro da indústria que produzem resultados diferentes, mas, que partem de um princípio em comum que é a sustentabilidade. Essas roupas podem ser sustentáveis por diversas práticas na cadeia têxtil, indo desde ao sourcing em conformidade com a Lei, buscando fornecedores que cumprem com normas regulatórias sobre condições de trabalho, ou por preferirem materiais alternativos menos nocivos ao planeta.

As roupas sustentáveis que forem produzidas a partir de materiais alternativos podem ser feitas de diversas formas: algumas marcas buscam trabalhar com novas fibras que ainda estão sendo desenvolvidas, como a Flavia Amadeu, que emprega plantas exóticas derivadas da Amazônia como matéria-prima para suas peças; outras marcas procuram por fibras de alta qualidade e em desuso no país, como a Reserva em sua coleção com peças feitas a partir da mistura de cânhamo com algodão.

Flavia Amadeu e seus acessórios em couro ecológico
Jaqueta Reserva em cânhamo
A designer Flavia Amadeu e a coleção de cânhamo da Reserva são exemplos de roupas sustentáveis.

Fios reciclados

Uma tendência para dentro dos processos da cadeia têxtil é a de fiação de resíduos têxteis, produzindo fios reciclados para a confecção. Ao trabalhar com retalhos e outros tipos de resíduo têxtil, as fiações, com suas desfibradoras, conseguem separar a matéria-prima dos fios a fim de produzir um fio de monomaterial, ideal para o consumo consciente.

Aqui no Brasil, existem alguns exemplos de fiações que produzem fios reciclados. Uma delas é a Eurofios, em Santa Catarina, que trabalha com altas quantidades de desfibrados e faz, como produto final, rolos de fios que são destinados para a indústria ou para artesanato.

Pelo fato de os fios reciclados possuírem uma gramatura um pouco maior para se trabalhar em artigos têxteis convencionais, sua aplicação e uso é ainda escassa. Porém, novas pesquisas e tecnologias estão sendo desenvolvidas para melhorar o desempenho desses novos fios dentro da cadeia têxtil.

Maquinário da Eurofios
A fiação Eurofios produz fios reciclados a partir de desfibrados.

Coletores de resíduo têxtil

Para evitar com que muitas das roupas descartadas virem resíduo têxtil em lugares inadequados e direcionar devidamente esses materiais para reciclagens, cooperativas ou às próprias fiações mencionadas anteriormente, algumas empresas estão adotando medidas voltadas à economia circular para fazer com que esse “lixo” tenha um destino adequado.

Esse é o caso da plataforma Cotton Move, que foca especificamente na coleta de produtos jeans para o reaproveitamento da fibra e confecção de novos artigos. A Cotton Move dispõe diversos pontos de coleta desses materiais espalhados pelo país e já firmou parcerias com diversas empresas e instituições importantes dentro da moda como a Denim City. Seguindo o mesmo estilo, a C&A, que também é parceira da Cotton Move, possui uma prática interna semelhante com o Movimento ReCiclo, colocando pontos de coleta de roupas usadas em algumas lojas do país, destinando-as para reaproveitamento do material.

Plataforma Cotton Move
A plataforma de economia circular Cotton Move estimula a reutilização de materiais têxteis

Venda de usados

A tendência e preferência por moda vintage já não é nova para ninguém, e as grandes empresas sabem disso. Com o grande boom do e-commerce nos últimos anos, comprar roupas usadas online nunca se tornou mais fácil e prático, seja por brechós em redes sociais ou em outras plataformas, e novas empresas estão surgindo para aproveitar essa tendência.

Um exemplo desse movimento é o Repassa, uma marca pertencente a Lojas Renner e que se consolidou como o maior brechó online do Brasil, com uma curadoria de roupas de diversas marcas em ótimo estado. A Repassa também faz parte de projetos sociais e ajuda ONGs que dialogam com as pautas de sustentabilidade e consumo consciente.

Plataforma Repassa
O site Repassa é a maior plataforma de brechó online no Brasil, atraindo grande interesse de compra pelo grupo Lojas Renner.

Incentivo à moda autoral

Por último, uma tendência que vem cada vez mais dominando as grandes marcas de moda e suas apoiadoras no país é a do incentivo e promoção à moda autoral. A moda autoral é, assim como “roupas sustentáveis”, um termo muito amplo para designar diversas produções que partem de um princípio em comum: as mentes criadoras por trás das roupas estão descentralizadas dos grandes varejos e grifes.

Incentivar moda autoral é incentivar jovens designers e futuros nomes da moda nacional por meio de financiamentos ou projetos culturais, como é o caso do desafio Sou de Algodão, que acontece duas vezes ao ano na Casa de Criadores e premia o melhor estilista em uma competição com estudantes do Brasil inteiro, trabalhando com tecidos fornecidos pela própria organização. A Febratex também organiza o Brasil Fashion Designers, um concurso que segue um formato parecido com o desafio Sou de Algodão, mas, acontecendo regionalmente com estudantes de um determinado lugar.

Ambos os projetos ajudam a lançar novos talentos no mercado de trabalho e o consumo de suas criações os ajuda a se estabelecerem e a construírem uma carreira na moda.

Se você gostou dessas tendências e quer saber mais sobre outras tendências de sustentabilidade e ESG na indústria da moda, continue sua leitura com os artigos abaixo.